Por que o tenista grita e o empresário paga calado

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Nadal, Djokovic, Alcaraz. Todos gritam. Todo mundo acha que é ego. Não é. É técnica: tensão que não descarrega vira braço travado no ponto seguinte. Agora olha o empresário.

O silêncio treinado

Chega uma guia com valor que não fecha. Ele confere, vê que está errado, sente o aperto, e paga. “Não quero briga com o fisco.” “Vai demorar.” “Deixa quieto.” Isso não é prudência. É silêncio treinado.

O que o silêncio ensina ao fisco

O município cobra ITBI sobre valor de referência que ele mesmo arbitrou. A autuação vem sem base. A restituição é negada de ofício. Não porque o Estado seja invencível. Porque descobriu que quase ninguém contesta.

O tenista não reclama da bola fora por vaidade. Reclama porque quem deixa passar uma começa a perder todas.

Não é sobre pagar menos

É sobre pagar o que é devido. Deveria ser óbvio. Não é. ITBI calculado sobre base arbitrada, taxa cobrada sem serviço, multa sem fundamento: cada um desses tem caminho de contestação, administrativo ou judicial, e prazo para pedir de volta o que foi pago a mais.

Se você pagou ITBI ou outro tributo que não fechava nos últimos cinco anos e nunca questionou, uma conversa de 30 minutos diz se ainda dá tempo.

Marden Gontijo França Filho
Advogado, OAB/GO nº 29.639
Gontijo Freitas Advogados Associados

Perguntas frequentes

Qual o prazo para pedir imposto pago a mais?
Em regra, cinco anos contados do pagamento.

Contestar imposto gera retaliação do fisco?
Não. Contestar é direito. O que existe é fiscalização por critérios objetivos, não por quem reclamou.

Vale a pena para valor pequeno?
Depende do custo. O que costuma valer é rever o critério, porque ele se repete em toda operação seguinte.

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