Chegou o segundo semestre e começa a temporada do “ano que vem eu resolvo”. Só que dezembro é fechamento e correria. Janeiro é férias. Fevereiro é todo mundo voltando. Quando o empresário senta para resolver de verdade, já é março, e o problema andou sozinho oito meses.
O que é “o problema”?
Quase sempre é o mesmo conjunto: contrato social que nunca foi lido, sócio que trabalha sem pró-labore, imóvel que deveria estar na empresa e está no CPF, funcionário contratado como PJ, cliente grande sem garantia. Nenhum deles dói hoje. Todos custam caro quando explodem.
Por que o segundo semestre?
Ninguém de férias, ninguém fechando balanço, e ainda dá tempo de registrar alteração na Junta, ajustar o regime tributário para o ano seguinte e organizar a sucessão antes das festas, quando a família se reúne e as conversas difíceis acontecem.
O que fazer esta semana
Liste o que você vem empurrando desde janeiro. Escolha um item. Marque a reunião. O resto é execução, e execução cabe na agenda de quem decidiu.
Se a lista tem mais de três itens, uma conversa de 30 minutos serve para ordenar por risco e começar pelo certo.
Marden Gontijo França Filho
Advogado, OAB/GO nº 29.639
Gontijo Freitas Advogados Associados
Perguntas frequentes
Alteração de contrato social demora?
Em Goiás, poucos dias na Junta depois de redigida e assinada.
Mudança de regime tributário pode ser feita a qualquer hora?
Não. Em regra, só no início do ano. Por isso se decide antes.
Por onde começar?
Pelo item que, se der errado, custa mais. Normalmente é sócio ou cliente grande sem contrato.


